Coisas Breves

14-06-2020 18:36

Acordei contigo a vigiar-me o olhar e fez-se sol no corpo. Tive vontade de dizer o teu nome, inventar contigo as chuvas de verão. Desfazer o silêncio das palavras e tecer manhãs em lençol de linho. Reencontrar todas as coisas invisíveis como se fossem pedaços de uma balada antiga.

Há amores que permanecem mar. Vivem de todos os recomeços.

Entreguei-me às madrugadas e reencontrei de novo os teus dedos na timidez dos dias, mas nada me traz a certeza de estares a meu lado. A tua presença ainda vive na ternura do sol poente.

 

Rosa Fonseca

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